10. Gerenciamento de Tráfego

 

Além dos métodos convencionais de gerenciamento de tráfego que incluem, mas não se limitam a, ajustes de velocidade, separação vertical, separação longitudinal, separação lateral e esperas, apresenta-se a seguir alguns ajustes que podem ser realizados sem interferência nos tráfegos de outros setores ou ainda alguns ajustes que podem ser realizados com coordenação com outros setores.

Lembre-se sempre:

1. O radar mostra a velocidade no solo (GS) da aeronave (ACFT).

2. Duas ACFT sob influência da mesma componente de vento (WIND) e com a mesma velocidade indicada (IAS) terão GS diferentes dependendo da altitude (ALT).

3. A ACFT mais alta terá sempre maior GS do que a ACFT mais baixa.

4. Uma diferença de 60 nós (KT) de GS entre duas ACFT no final de 1 minuto (MIN) gera um espaçamento de 1 milha náutica (NM).

5. Use regra simples de 3 entre GS em KT, tempo em MIN e distância em NM para antecipar-se ao aumento ou redução de espaçamento. 60KT – 1 MIN = 1NM, 120KT – 1 MIN = 2NM, 60KT – 5MIN = 5NM e assim por diante.

6. As ACFT percorrem um raio de curva durante mudanças de proa.

7. Quanto maior a GS de uma ACFT, maior será seu raio de curva.

8. Pode não ser fácil para uma ACFT descer e reduzir velocidade ou subir e incrementar velocidade ao mesmo tempo.

9. Ao solicitar uma redução de velocidade é possível que a razão de descida (se existir) diminua. O contrário também é verdadeiro para incremento de velocidade.

10. Ao solicitar um aumento da razão de descida, espere por um aumento de velocidade. O contrário, para aumento da razão de subida, também é verdadeiro (caso ACFT esteja subindo com a potência máxima disponível).

Nos perfis de saída e chegada abaixo, a seguinte simbologia é utilizada:VERDE: proa direta do fixo sem restrições e implicações. As restrições antes da proa direta e a partir do fixo voado são aplicadas.

ÂMBAR: proa direta do fixo sem restrições, mas com alguma implicação. Normalmente com aeronaves convergindo de outros procedimentos e/ou aeroportos. Tais implicações são descritas após o diagrama.

VERMELHO: proa direta do fixo, com restrições e implicações. Normalmente alguma restrição deve ser aplicada a fim de evitar conflitos com outros procedimentos e/ou aeroportos. Pode haver aeronaves convergindo de outros procedimentos e/ou aeroportos. Tais restrições e implicações são descritas após o diagrama.

AZUL: vetoração radar sem influência em outros procedimentos ou setores de controle.

MAGENTA: vetoração radar com influência em outros procedimentos ou setores de controle. Conflitos com outros procedimentos podem ocorrer ou coordenação com outros setores pode ser necessária. Vetorações próximas a ZNT (Zona de Não Transgreção) estão incluídas nessa categoria.

As altitudes indicadas servem como limite para inicio do vôo direto ao fixo ou da vetoração, mas não são consideradas restrições.

Os diagramas abaixo não seguem nenhum padrão de escala.

 

As figuras não estão disponíveis. A explicação do padrões de cores acima não se aplica, portanto, a esta versão disponibilizada no site. Para a versão completa em PDF, claudiofonseca@hotmail.com

 

10.1. DECOLAGENS DE CONGONHAS COM DESTINO A BGC OU TEXAS

Após os fixos GALE ou BURI e o FL100 pode ser autorizado a proa direta de BGC ou TEXAS.

Os fixos GALE e BURI garantem separação com as aeronaves em aproximação para Guarulhos que procedem nas chegadas da FIR Curitiba de do Tubulão.

O FL100 garante separação com as aeronaves em aproximação para a pista 27 de Guarulhos e com as aeronaves decolando de ambas as pistas de Guarulhos (desde que as restrições de nível em PIER e TATI sejam cumpridas).

Atenção: aeronaves convergindo em BGC e TEXAS e aeronaves decoladas de SBKP no trecho entre BGC e SJC, que passam praticamente na vertical de TEXAS.

 

10.2. DECOLAGENS DAS PISTAS 09 DE GUARULHOS COM DESTINO A BGC OU TEXAS

Após oFL070 pode ser autorizado a proa direta de BGC ou TEXAS.

O FL070 garante a separação com o terreno (Serra da Cantareira).

Atenção: aeronaves convergindo em BGC e TEXAS e aeronaves decoladas de SBKP no trecho entre BGC e SJC, que passam praticamente na vertical de TEXAS.

10.3. DECOLAGENS DAS PISTAS 27 DE GUARULHOS COM DESTINO A BGC OU TEXAS

Após os fixos TATI ou GR001 e o FL080 pode ser autorizado a proa direta de BGC ou TEXAS.

Os fixos TATI e GR002 garantem separação com as aeronaves em aproximação para Guarulhos que procedem nas chegadas da FIR Curitiba de do Tubulão.

O FL080 garante a separação com as aeronaves na aproximação final para a pista 27 de Guarulhos.

Atenção: aeronaves convergindo em BGC e TEXAS e aeronaves decoladas de SBKP no trecho entre BGC e SJC, que passam praticamente na vertical de TEXAS.

 

10.4. CHEGADAS DAS PISTAS 17 DE CONGONHAS PROCEDENTE DO SETOR NORTE

Após o fixo ERIC pode ser autorizado a proa direta de EVER ou TRIP.

Vetoração:

1. Após ERIC pelo setor noroeste de STN e então curva a esquerda para interceptar o Localizador ou reinterceptar a chegada. É livre até o través de STN, após esse limite pode conflitar com as decolagens de Congonhas

2. Após ERIC pelo setor nordeste de STN e então curva a direita para interceptar o Localizador. Pode conflitar com as chegadas de Campinas e não deve ultrapassar o eixo da pista 17, a fim de evitar a ZNT.

 

 

 

10.5. CHEGADAS DAS PISTAS 35 DE CONGONHAS PROCEDENTES DO SETOR NORTE

Vetoração:

1. Após BULI mantendo a proa de RDE e então curva a esquerda para interceptação do Localizador. É livre até RDE, onde converge com as chegadas do setor sul.

2. Após BIRD pelo setor oeste de RDE e então curva(s) a esquerda para interceptação do Localizador. Pode conflitar com as chegadas de Congonhas procedentes do setor sul.

10.6. CHEGADAS DAS PISTAS 17 DE CONGONHAS PROCEDENTES DO SETOR SUL

Após o fixo NEGUS ou o NDB SAT pode ser autorizado a proa direta de BIRD.

Após o fixoSEKTI pode ser autorizado a proa direta de BIRD, contudo pode conflitar com as chegadas de Guarulhos que afastam para o norte a partir de SAT.

Atenção: com tráfegos na chegada para Guarulhos; utilize esse recurso somente se a aeronave puder passar o través de SAT no FL110 ou abaixo.

Vetoração:

1. Após NEGUS com proa leste e então curva a esquerda na proa de RDE para reinterceptar a chegada. É livre até o perfil da chegada do Tubulão.

2. Após SAT com sudoeste e então curva a direta na proa de RDE para reinterceptar a chegada. É livre até o perfil da chegada da FIR Curitiba.

3. Após ARFA com proa nordeste e então curva a direita para interceptação do Localizador. É livre pelo setor interno da chegada até a ZNT.

4. Após ZEKA mantendo a proa de STN e então curva(s) a direita para interceptação do Localizador. Pode conflitar com as chegadas de Congonhas procedentes do setor norte.

 

 

 

10.7. CHEGADAS DAS PISTAS 35 DE CONGONHAS PROCEDENTES DO SETOR SUL

Após o fixoNEGUS ou o NDB SAT pode ser autorizado a proa direta de KELY.

Após o fixo SEKTI pode ser autorizado a proa direta de KELY, contudo pode conflitar com as chegadas de Guarulhos que afastam para o norte a partir de SAT.

Atenção: com tráfegos na chegada para Guarulhos; utilize esse recurso somente se a aeronave puder passar o través de SAT no FL110 ou abaixo.

Vetoração:

1. Após NEGUS com proa leste e então curva a esquerda na proa de RDE para reinterceptar a chegada. É livre até o perfil da chegada do Tubulão.

2. Após SAT com proa sudoeste e então curva a direta na proa de RDE para reinterceptar a chegada. É livre até o perfil da chegada da FIR Curitiba

10.8. CHEGADAS DAS PISTAS 09 DE GUARULHOS PROCEDENTES DO SETOR NORTE

Após o fixo CLOT pode ser autorizado a proa direta de ZUKE ou IG, contudo a separação vertical com a Serra da Cantareira é reduzido, podendo gerar avisos de EGPWS.

Atenção: com a altitude mínima de segurança de 5.500’; descidas abaixo deste nível fora do perfil somente em condições VMC.

Vetoração:

1. Após TRIM com proa sudeste e então curva a direita na proa de CLOT para reinterceptar a chegada. É livre até FL090 no deslocamento sudeste e o FL070 no retorno a chegada.

2. Após LANE com proa sudeste e então curva a direta na proa de BROZ para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Guarulhos procedentes do setor sul.

10.9. CHEGADS DAS PISTAS 27 DE GUARULHOS PROCEDENTES DO SETOR NORTE

Após o fixoGRASS pode ser autorizado a proa direta de VANG, desde que se mantenha o FL110 ou acima até o través de BGC.

Atenção: com as aeronaves decoladas de SBKP na saída BGC.

Após o fixo LIPS pode ser autorizado a proa direta de CARV.

Vetoração:

1. Após BALL com proa sudoeste e então curva a esquerda na proa de FALK para reinterceptar a chegada. É livre até a RDL 140 CPN.

2. Após FALK mantendo a proa e então curva a esquerda na proa de LIPS para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Guarulhos procedentes do setor sul.

3. Após LIPS com proa leste e então curva a direita na proa de VANG, CARV ou limitado ao Localizador. É livre até a RDL 140 BGC.

 

 

10.10. CHEGADAS DAS PISTAS 09 DE GUARULHOS PROCEDENTES DO SETOR SUL Após o fixo ANISE pode ser autorizado a proa direta de GURU.

Após o fixo SEKPA pode ser autorizado a proa direta de LOVE.

Após o fixo SEKPA pode ser autorizado a proa direta de FAET, contudo pode conflitar com as decolagens de Congonhas para o setor leste.

Atenção: com as saídas DUMO, GALE ou RNAV correspondentes de SBSP.Após o fixo FAET pode ser autorizado a proa direta de UGONO, desde que a aeronave consiga manter o perfil vertical da chegada, devido o curto espaço para descer e reduzir.

Atenção: com a possibilidade de overshoot da chegada após UGONO devido a velocidade da aeronave.

Vetoração:

1. Após SEKPA com proa oeste e então curva a direita na proa de GURU para reinterceptar a chegada. É livre até a RDL 050 RDE.

2. Após PONY com proa noroeste e então curva(s) a esquerda na proa de UGONO para reinterceptar a chegada. É livre até a RDL 130 CPN.

3. Após PONY mantendo a proa, após com proa oeste e então curva a esquerda na proa de BROZ para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Guarulhos procedentes do setor norte.

 

 

 

10.11. CHEGADAS DAS PISTAS 27 DE GUARULHOS PROCEDENTES DO SETOR SUL

Após o fixo ANISE pode ser autorizado a proa direta de GURU.

Após o fixo SEKPA pode ser autorizado a proa direta de LOVE.

Após o fixo SEKPA pode ser autorizado a proa direta de FAET, contudo pode conflitar com as decolagens de Congonhas para o setor leste.

Atenção: com as saídas DUMO, GALE ou RNAV correspondentes de SBSP. Após o fixo FAET pode ser autorizado a proa direta de LIPS, desde que a aeronave consiga manter o perfil vertical da chegada, devido o curto espaço para descer e reduzir.

Atenção: com a possibilidade de overshoot da chegada após LIPS devido a velocidade da aeronave. Após o fixo LIPS pode ser autorizado a proa direta de CARV.

Vetoração:

1. Após SEKPA com proa oeste e então curva a direita na proa de GURU para reinterceptar a chegada. É livre até a RDL 050 RDE.

2. Após PONY com proa norte e então curva a direita na proa de LIPS para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Guarulhos procedentes do setor norte.

3. Após LIPS mantendo a proa e então curva a direita na proa de VANG, CARV ou limitado ao Localizador. É livre até a RDL 140 BGC.

 

 

 

10.12. CHEGADAS DA PISTA 15 DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR NOROESTE

Vetoração:

1. Após ingresso na terminal com proa leste e então curva a direita na proa de UVMER para reinterceptação da chegada. É livre até RDL 355 CPN.

2. Após ingresso na terminal com proa leste e então curva a direita na proa de ISPUT para interceptação do Localizador. Pode conflitar com as chegadas de Campinas procedentes do setor nordeste.

3. Após ingresso na terminal com proa sul e então curva a esquerda na proa de UVMER para reinterceptação da chegada. É livre até RDL 305 CPN.

4. Após ingresso na terminal com proa sul e então curva a esquerda na proa de ISPUT para interceptação do Localizador. Pode conflitar com as chegadas de Campinas procedentes do setor sul.

 

 

 

10.13. CHEGADAS DA PISTA 33 DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR NOROESTE

Após o ingresso na TERMINAL pode ser autorizado a proa direta de LITOP.

Após o fixo DOLVO pode ser autorizado a proa direta de DADIB ou AFAV.

Vetoração:

1. Após DOLVO mantendo a proa e então curva(s) a esquerda na proa de DADIB para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Campinas procedentes do setor sul.10.14. CHEGADAS DA PISTA 15 DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR NORDESTE

Vetoração:

1. Após ingresso na terminal com proa oeste e então curva a esquerda na proa de UVMER para reinterceptação da chegada. É livre até RDL 340 CPN.

2. Após ingresso na terminal com proa sul e então curva a direita na proa de UVMER para reinterceptação da chegada. É livre até RDL 040 CPN.

 

10.15. CHEGADAS DA PISTA 33 DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR NORDESTEApós o fixo MENDS pode ser autorizado a proa direta de DOLVO.

Após o fixo UVMER pode ser autorizado a proa direta de DOLVO.

Após o fixo DOLVO pode ser autorizado a proa direta de DADIB ou AFAV.

Vetoração:

1. Após DOLVO mantendo a proa e então curva(s) a esquerda na proa de DADIB para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Campinas procedentes do setor sul.

 

 

 

10.16. CHEGADAS DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR SUL ATÉ VULAKApós o fixo NEGUS pode ser autorizado a proa direta de CGO.

Após o fixo NEGUS pode ser autorizado a proa direta de VULAK, contudo pode conflitar com as saídas de Guarulhos em direção a FIR Curitiba.

Atenção: com as aeronaves decoladas de SBGR; utilize esse recurso somente se a aeronave puder passar o través de RDE no FL100 ou abaixo.Após o fixo SEKTI pode ser autorizado a proa direta de VULAK.

Após o fixo SEKTI pode ser autorizado a proa direta de RDE, mas fique atento a possibilidade de overshoot da chegada caso a aeronave inicie a curva para CGO muito próximo a RDE.

Atenção: ao invés de proa direta, pode ser realizada vetoração na sudoeste, caso a separação precise ser ainda maior.Vetoração:

1. Após NEGUS com proa leste e então curva a esquerda na proa de RDE para reinterceptar a chegada. É livre QDM 060 SAT.

 

 

 

10.17. CHEGADAS DA PISTA 15 DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR SUL APÓS VULAKApós o fixo VULAK pode ser autorizado a proa direta de LITOP.

Após o fixoLITOP pode ser autorizado a proa direta de ISPUT.

Vetoração:

1. Após LITOP com proa norte e então curva(s) a direita na proa de UVMER para reinterceptar a chegada ou o limitado ao Localizador. Pode conflitar com as chegadas de Campinas procedentes do setor noroeste.

 

 

 

10.18. CHEGADAS DA PISTA 33 DE CAMPINAS PROCEDENTES DO SETOR SUL APÓS VULAKApós o fixo VULAK pode ser autorizado a proa direta de DADIB.

Vetoração:

1. Após VULAK com proa noroeste e então curva(s) a direita na proa de DADIB para reinterceptar a chegada. Pode conflitar com as chegadas de Campinas procedentes do setor norte e limitado a RDL 350 STN, a fim de não interferir nas chegadas de Congonhas

 

 

 

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